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Virgindade perpétua de Nossa Senhora
 

Diz Santo Agostinho, Bispo de Hípona, que Nossa Senhora é virgem antes, durante e depois do parto, virgem sempre.

Os concílios da Igreja nos primeiros séculos do cristianismo já confessavam a virgindade perpétua de Maria Santíssima. Por exemplo, o Concílio de Latrão, em 649, declarava: "Jesus foi concebido do Espírito Santo sem sêmen". Se Nossa Senhora fosse concebida de um sêmen humano Jesus não seria Filho de Deus, mas filho de José.

"Maria é ao mesmo tempo Virgem e Mãe por ser a figura e a mais perfeita realização da Igreja. A Igreja... torna-se também ela Mãe por meio da palavra de Deus que ela recebe na fé, pois pela pregação e pelo Batismo ela gera para a vida nova e imortal os filhos concebidos do Espírito Santo e nascidos de Deus. Ela é também a virgem que guarda, íntegra e puramente, a fé dada a seu Esposo." CIC 507

Nossa Senhora, nos conta a História, fez voto de virgindade perpétua desde os seus 5 anos de idade, quando foi entregue ao templo por seus pais São Joaquim e Santa Ana. Esse voto, atestam os Santos Padres, foi recebido por Deus com alegria. Nossa Senhora só se casou com São José porque ele tinha feito este mesmo voto. Também na anunciação do anjo Maria acreditou que Deus tinha poder de lhe fazer mãe sem deixar de ser virgem, conservando intacto seu voto. Por isso, disse seu FIAT (Faça-se!). Também por esse motivo a Igreja a chama de Mãe da Fé. Seria um erro pensar que o voto de virgindade perpétua aceito por Deus com alegria outrora fosse quebrado.

Poderíamos dizer que Maria perdeu sua virgindade na hora do parto, mas isso não aconteceu. No Antigo Testamento, no Livro de Isaías, está escrito: "Eis que uma VIRGEM conceberá e dará à luz um filho e lhe porá o nome de Emanuel." (Is 7, 14), o que prova que Maria foi virgem na concepção e no parto.

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Testemunho de vida dos santos que comprovam a virgindade da Bem aventurada Virgem Maria:

Muitas pessoas procuravam o Beato Frei Galvão à procura de solução para as doenças de familiares e amigos. Quando chegavam diante dele e lhe expunham a situação ele simplesmente fazia algumas anotações num pedaço de papel e o enrolava, deixando em formato de pílula. As pessoas levavam esta pílula até os doentes e colocavam em suas bocas, imediatamente ficavam curados. Estes papéis enroladinhos ficaram conhecidos como "pílulas do Frei Galvão". O que ele escrevia era simplesmente o Dogma da Virgindade de Maria: "Nossa Senhora é virgem antes, durante e depois do parto, virgem sempre".

Um frei dominicano estava com algumas dúvidas quanto a virgindade de Nossa Senhora. Este sabia da santidade de um monge chamado Egídeo. Enquanto ia ao seu encontro, no caminho encontrou um monge que, olhando em seus olhos, lhe disse: – Maria é virgem antes da concepção! – e bateu um bastão que tinha nas mãos no chão, e ali cresceu rapidamente um lírio. Quando o frei duvidoso viu isto, caiu de joelhos no chão. Em seguida o monge falou: – Maria é virgem durante a gravidez! – e bateu novamente o bastão no chão, onde cresceu um lírio maior que o primeiro. O monge concluiu dizendo: – Maria é virgem depois do parto! – e batendo mais uma vez o bastão no chão, nasceu outro lírio maior e mais belo. Depois de ouvir isto, o frei voltou para casa e falou o que havia acontecido aos seus irmãos da congregação. Eles perguntaram em que lugar havia acontecido e pediram que ele descrevesse este monge. Então lhe disseram que este era Egídeo, hoje Beato Egídeo de Assis.

Santo Ambrósio dizia que os dois maiores privilégios que uma mulher pode ter é ser virgem e ser mãe, porém, ela só pode ter um dos dois. Mas à Virgem Maria Deus concedeu essas duas graças, de ser mãe e virgem. Ela mereceu isso pelo privilégio de ser Sua mãe. Por acaso o Filho negaria isso a sua própria mãe se tivesse o poder de fazê-lo?


Formação cedida gentilmente por:

Lúcio José Hillesheim Borges – Rio do Sul / SC

 
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